TEXTOS DESCRITIVOS NAS AULAS DE LÍNGUA PORTUGUESA
Os
alunos da Escola Angelo Dognini desenvolveram, nas aulas de Língua Portuguesa,
um projeto voltado para textos descritivos. A ideia foi descrever ambientes (6º
ano), sensações (7º ano), personagens (8º ano) e histórias de suspense com
descrição (9º ano).
Cada
um retirou um assunto - dentro do tema maior - diferente do outro. Foi uma
espécie de "saco de ideias", no qual eles retiravam um assunto de
dentro de um saco que posteriormente seria descrito.
A
participação e a criatividade nas produções foram fundamentais para o bom
desempenho do projeto. Após um seminário de leituras dos textos, alguns
demonstraram interesse em divulgar suas histórias no Blog da Escola. Pedido
aceito! Postaremos algumas produções ao longo das semanas. Confira!
Juliana Costa Masera
Professora de Língua Portuguesa
Sabrina - 7º ano B
Descrição de sensação (Montanha-russa)
Final de ano chegou, com aquele sol, calor, pessoas
suando e tudo mais. Estava passado de ano, e resolvi comemorar no parque. Fui
ao parque no sábado, estava ensolarado, uns ventos agradáveis, enfim, estava
tudo de bom!
Cheguei lá e o parque era enorme e todo colorido. Logo na
entrada tinha um leão, meio bizarro, e portões dourados.
Assim que entrei, vi á montanha-russa. Ela era enorme,
com cadeiras azuis e ferro vermelho. Lá de cima dava para ver o parque inteiro.
Ela começou a andar e meu coração quase saiu pela boca.
Oh, sensação boa!
Até parecia que estavam passando um espanador de pó em
minha barriga. Quando ela fazia as curvas, meus cabelos voavam como se
estivessem com um ventilador em cima de mim.
No fim da tarde o sol já estava saindo, mas o que importa
é que eu me diverti!
Thomas - 7º ano B
Descrição de sensação (Esperar embaixo do sol
quente)
Perdido em alto mar
Era uma bela manhã em um navio cargueiro
velho que estava levando vários containers até a França. Um empregado chamado
Brian Newbie, que estava limpando os banheiros que eram tão sujos quanto um
chiqueiro, olhou pela janela enferrujada e avistou um imenso navio pirata feito
de ferro que acabou parando o navio cargueiro. Brian ficou com muito medo, pois
não sabia o que fazer, então rapidamente trancou-se no banheiro que era apenas
uma salinha pequena com uma pia e um vaso.
Brian tinha trinta anos e era rechonchudo,
tinha pouca barba, pele clara, era até que bem alto e tinha o peso de mais ou
menos três motos. Brian costumava usar roupas sujas e rasgadas. Ele podia ter
todas as imperfeições, mas era uma pessoa muito inteligente, mesmo que não
parecesse.
Logo após trancar-se no banheiro, Brian ouviu
um barulho estranho que vinha da janela. De repente surge uma mão com uma arma
na janela e começa a atirar. Brian se esconde embaixo da janela, ao lado do
vaso. Ele percebe que precisa sair de lá e então resolve destrancar a porta
para logo se esconder. Foi exatamente isso que fez. Brian decide se esconder em
uma portinha de madeira que tinha debaixo da escada, pois o banheiro e a escada
estavam muito próximos um do outro. Ele dirigiu-se até a portinha e entrou. Tinha
pouco espaço, por isso era muito ruim ficar ali, mas Brian ficou por uns dez
minutos que foram os dez minutos mais angustiantes da sua vida. Parecia não
poder ficar pior até que Brian escuta alguns passos e subitamente um homem com
uma imensa barba, pele escura e chapéu que tampava o seu rosto deixa Brian inconsciente.
Um tempo depois Brian acorda em um bote à deriva no mar, junto dos outros
tripulantes que estavam em outros botes espalhados no oceano. Brian se vê machucado
nas duas pernas e com o braço direito com tanto sangue que ele nem consegue ver
onde está o machucado. Um homem que está no mesmo bote de Brian conta que os
piratas roubaram o navio cargueiro e deixaram eles apenas com estes botes. O
homem era magro de aparecer as costelas, tinha pele mesclada e parecia não
comer há dias, tanto que Brian chegou a ficar com medo dele. Brian e os outros
tripulantes teriam que esperar debaixo do sol quente até que eles achassem um
lugar para ficar. Durante a noite Brian sentiu um cheiro forte e ruim, então
ele decidiu olhar seu parceiro de bote que ainda não havia dito seu nome. Ao
olhar, por meio da pulsação Brian percebe que o homem havia morrido. Brian
estava muito assustado, mas mesmo assustado resolve tomar a iniciativa de jogar
o corpo do homem no mar. Logo após isso ele adormeceu.
No dia seguinte Brian acorda com muita fome e
perdido dos outros tripulantes, então como ele não pode fazer mais nada,
simplesmente se deita no bote amarelado, macio e quente a espera de algum sinal
de terra.
Após quatro dias em alto mar Brian já não
tinha mais esperanças e já tinha perdido uns dez quilos. De repente ele vê
vários pássaros voando em formação até o norte e assim ele desesperado começa a
remar com as mãos para ir mais rápido. Logo depois ele avistou uma ilha e
encantado com a beleza da fauna e flora, remou até lá. Em terra firme, Brian
muito cansado, fraco e até com larvas em seu machucado do braço, ele se deitou
na areia da praia e morreu.
Priscila - 9º ano A
Suspense com descrição (Castelos com enormes
porões)
Estranha Voz
Já era noite, passava das 22h. O céu estava
estrelado como nunca, a lua brilhava intensamente, as folhas das árvores ao
redor da estreita estrada de barro balançavam no ritmo do vento. O movimento
dos galhos criava um som belíssimo. Tão belo quanto assustador. Só então me
liguei de que estava sozinha naquela estrada.
Meus pés estavam inábeis para caminhar. Meu
total cansaço me levou ao remanso encostada em uma pequena rocha na beira da
estrada. Cochilei por um bom tempo, mas fui acordada pelo vento frio que estava
mais forte e transformava aquele belo som do balançar das árvores em um
estrondo. Levantei meu olhar e na neblina, um pouco distante, avistei um
castelo. Ainda era noite e eu precisava de um lugar onde repousar.
Vagarosamente fui me aproximando do castelo.
As paredes eram enormes, feitas de pedras quase transformadas em puro musgo.
Busco um meio de entrar, mas não encontro porta alguma, somente um alçapão de
madeira coberto pelas folhagens das plantas que cercavam a construção.
De repente ouço uma voz suave me chamando
para mais perto do alçapão. Me vejo abrindo-o, o medo me consumindo, mas eu já
não tinha controle dos meus movimentos, foi totalmente automático. A voz me
guiava nas velhas escadas que levavam para a completa obscuridade. Conforme ia
descendo ouvia ruídos de várias direções. Ao tocar os pés no chão encontrei um
lampião aceso, sem demorar estiquei minhas mãos trêmulas para pegá-lo. Agora
conseguia ver. Era um porão enorme. Teias de aranha por todo lado, os ratos
corriam conforme eu ia passando com a luz. Um silêncio horripilante. Ao levar
meu olhar para o chão, havia uma sombra que ia se aproximando, pude ouvir os
passos. Me recusei olhar para trás, paralisei de medo. Uma mão pesada tocou meus
ombros e aquela voz já perto de meus ouvidos retornou a falar.
Então o clarão do sol me fez acordar, abri
meus olhos dolorosos e me encontrei na beira daquela estrada, repousada na
pedra.
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